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2008/03/12

Proposta Parque Mayer - ateliermob

PAINEL 01

MEMÓRIA DESCRITIVA
"A presente proposta, procura consolidar e relacionar a área de intervenção com a cidade existente a partir da alteração da sua escala, redefinição de espaços públicos e criação de novos eixos de permeabilidade com o território urbano limítrofe. Em torno do ascensor e da nova rua proposta, desenha-se um eixo pedonal que relaciona a Av. da Liberdade com uma parte alta da cidade - Príncipe Real, R. Escola Politécnica e Bairro Alto. Esta rua tem potencial para estabelecer uma relação natural com os circuitos culturais mais marcantes na cidade de Lisboa (ver ASCENSORES DE LISBOA). A partir da actual entrada do Parque Mayer, desenha-se a segunda via, num primeiro troço de acesso condicionado e posteriormente como via pública secundária, para residentes e acesso às estruturas comerciais. Na proposta, opta-se por manter dois dos Teatros existentes, Capitólio e Variedades, por se considerar que existe um valor patrimonial que não pode ser menosprezado, ao nível da consciência colectiva do Parque Mayer, enquanto estrutura de diferentes Teatros. O Variedades embora não tenha a relevância arquitectónica do Capitólio, em termos urbanos, desenvolve uma interessante confrontação espacial com o referido cine-teatro, sendo ainda de equacionar pontuais apropriações dos espaços públicos envolventes propostos como palcos de diferentes actividades – atente-se ao potencial uso como anfiteatro das escadarias de acesso à rua do ascensor. Os existentes muros de contenção do Jardim Botânico, serão adoçados por intermédio de um conjunto de plataformas que perfazem um percurso até à nova entrada do Jardim, cumprindo um dos objectivos do concurso ao estabelecer a ligação pelo “Parque” do “Jardim” à “Avenida”. Ao nível da estruturação do edificado procura-se repetir a escala das áreas urbanas consolidadas a Sul e Este, utilizando a tipologia de quarteirões com logradouros de solo permeável, potencialmente apropriáveis como hortas urbanas."

PAINEL 02

ASCENSORES DE LISBOA
"Em 1890, a Câmara Municipal de Lisboa, no contexto da construção da rede de ascensores que ainda hoje existe (Lavra, 1884; Glória, 1885; Bica, 1893), propôs a construção de um novo ascensor que ligasse a Av. da Liberdade ao Jardim da Escola Politécnica. Passado uma década a proposta mantinha-se ora utilizando a R. da Alegria ora a R. do Salitre. A presente proposta procura consolidar a estrutura de ascensores da cidade de Lisboa, propondo um novo ascensor, desta feita, ligando o Parque Mayer (Av. da Liberdade) ao Jardim do Príncipe Real (R. da Escola Politécnica). Aproveitando a estrutura de logradouros existente e a sua relação, por resolver, com os muros do Jardim Botânico, procura-se desenhar uma rua pedonal com ascensor e de trânsito condicionado. O seu comprimento é sensivelmente igual ao do Ascensor da Glória, pretendendo-se afirmar esta nova rua como um eixo de carácter cultural/comercial. Este carácter poder-se-á garantir com a potenciação das instituições culturais existentes no local – Hot Clube de Portugal (bar), Alfarrabistas e Teatros requalificados, e das que possam vir a transferir-se – Hot Clube de Portugal (escola), bares especializados (música africana, lounge, etc.) e outras estruturas culturais que aspiram regressar ao centro de Lisboa – Ler Devagar, por exemplo. Por outro lado, a estrutura de hotéis existente na Av. da Liberdade e as que estão para surgir no Príncipe Real, servem de âncora para uma ligação com natural apetência turística. Nas traseiras da Av. da Liberdade, com início no Parque Mayer e até ao Jardim do Príncipe Real, passar-se-á a desenhar uma nova estrutura de cidade de escala contida, que possa funcionar vinte e quatro horas por dia, e que se constitua como um braço de ligação ao topo do Bairro Alto."

PAINEL 03

ateliermob + Joana Taxa Figueiredo + Betar

[no english translation]

5 comentários:

AM said...

a ideia dos eléctricos é excelente e está muito bem defendida com o mapa da cidade

tms said...

Era uma vez uma ideia...

Arquitontices said...

pena terem ficado em 7º, mas a ideia é mesmo excelente;
mas tenho uma pergunta, porquê utilizar os ascensores antigos da carris e não, um ascensor mais actual como no elevador dos guindais (porto)?

tms said...

Caro arquitontices, pensamos que numa fase de concurso de ideias e havendo uma proposta tão forte como um novo ascensor, seria precipitado dar-lhe uma forma ou pensar sobre se a sua estética poderia ser mais ou menos contemporânea.
Aliás, queríamos retirar essa discussão do nosso trabalho.
Nesta fase o que julgávamos ser importante era provar a sua exequibilidade e interesse - ligando a Av. da Liberdade ao Príncipe Real, bem como caracterizar em termos genéricos o novo tecido urbano que decorreria da proposta.
Mas se calhar foi nisso que falhámos.

AM said...

infelizmente o tiago sabe muito bem - bem demais... - que não foi isso da "modernidade" do "desenho" dos ascensores (à la Guindais...) o que falhou...

outra coisa que merece aplauso é a manutenção do variedades
poupa-se na demolição e valoriza-se, por contraste, o capitólio