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2006/02/02

Silos Automóveis em Lisboa

A discussão sobre silos automóveis na cidade de Lisboa tem vindo a ser um tema recorrente na discussão sobre a cidade e, na prática profissional dos sócios da MOB. Em 2003, reflectimos sobre o assunto e aqui fica um texto-síntese elaborado nessa altura e, agora, ligeiramente revisto.



Com o aumento do preço do uso dos solos, a suburbanização da habitação e a terciarização dos centros históricos, a cidade global, tem assistido a um processo de invasões quotidianas de tráfego e poluição extremamente degradantes da vida urbana.
Lisboa, neste aspecto, tem sido um caso paradigmático!
Segundo o Atlas das Cidades de Portugal 2002 (editado pelo INE), entre 1991 e 2001 a cidade de Lisboa teve um decréscimo populacional de 14,7% ao passo que as suas periferias, como por exemplo Loures [+40,6%], Agualva/Cacém [+44,1%] ou Póvoa de Sta Iria [+68,4%], tiveram um aumento populacional exurbitante. Ainda segundo o mesmo estudo em 2001, Lisboa tinha cerca de metade da densidade populacional (nº de habitantes/Km2) de Odivelas ou Queluz.
A estas concentrações não se reflete uma deslocação dos postos de trabalho para as periferias fixando-se, ao invés, nos centros da cidade.
Conforme podemos ver na imagem, a área aproximada para estacionar todos os veículos que viajam diariamente por Lisboa é de 31 600 ha, 2/5 da área total do Concelho.
À problemática da quantidade temos ainda de acrescentar o facto de 2/3 das deslocações na cidade estarem circunscritas a dois violentos ciclos: a ida e o regresso do trabalho.
Sendo assim os autosilos são um factor social e ambiental de extrema importância.
Diminui-se o tempo de circulação dentro da cidade construindo-se aquilo a que chamamos vírgulas urbanas. Um autosilo como um ponto de acolhimento do automóvel e de partida para a cidade.

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